quarta-feira, 16 de setembro de 2009

I Want Love

I want love, but it's impossible
A man like me, so irresponsible
A man like me is dead in places
Other men feel liberated

I can't love, shot full of holes
Don't feel nothing, I just feel cold
Don't feel nothing, just old scars
Toughening up around my heart

But I want love, just a different kind
I want love, won't break me down
Won't brick me up, won't fence me in
I want a love, that don't mean a thing
That's the love I want, I want love

I want love on my own terms
After everything I've ever learned
Me, I carry too much baggage
Oh man I've seen so much traffic

But I want love, just a different kind
I want love, won't break me down
Won't brick me up, won't fence me in
I want a love, that don't mean a thing
That's the love I want, I want love

So bring it on, I've been bruised
Don't give me love that's clean and smooth
I'm ready for the rougher stuff
No sweet romance, I've had enough

A man like me is dead in places
Other men feel liberated

But I want love, just a different kind
I want love, won't break me down
Won't brick me up, won't fence me in
I want a love, that don't mean a thing
That's the love I want, I want love

But I want love, just a different kind
I want love, won't break me down
Won't brick me up, won't fence me in
I want a love, that don't mean a thing
That's the love I want, I want love

Elton John

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Quem morre?

Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajectos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.

Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.

Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.

Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.

Morre lentamente,
quem abandona um projecto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade."

Pablo Neruda

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Não sei ... tudo foge à minha compreensão.

Depois de sofrer traições e deslealdades de 2007 à 2008 eu pensei que o novo ano iria ser novo mesmo, e tudo ia ficar para trás, e coisas boas iriam acontecer, e uma vida nova ia começar a nascer e eu iria estar onde sempre quis estar.

De fato, muita coisa mudou, muitos caminhos novos foram traçados, coisas novas estão acontecendo, e eu estou chegando onde eu sempre quis estar, mas isso leva tempo pra ser totalmente como quero, mas o caminho está aberto, a estrada está sendo trilhada, e é tudo uma questão de tempo. E de pouco tempo mesmo.

Mas uma coisa não mudou. Minto, mudou sim. Mudou pra pior: cada vez mais dificil confiar, cada vez mais dificil a lealdade. Algo que valorizo muito, quem me conhece sabe. Ao meu ver, lealdade define caráter, o que agrava, consideravelmente, a conclusão que tiro de tudo. Quando eu pensei que nada parecido ocorreria de novo, me enganei. Claro, as proporções são menores, mas o principio de tudo é parecido. Engraçado, aqueles que a gente nunca pensou que deles viriam, são aqueles que lhe dão de presente o que você, exatamente, não queria receber.

Tudo foge da minha compreensão, ou então o que é importante pra mim foge à compreensão dos outros. Ou então eu não me faço entender. Ou então, mais grave ainda, e é o que me parecer ser: o mundo está mais assustador, está menos seguro. As pessoas perderam o conceito do que é correto e do que não é. Do que é de bom tom, e do que não é. Do que é leal e desleal. Do que é ético e do que não é. Até as melhores pessoas, até aquelas que, até então, você acredita que pensam como você. Mas de fato, a percepção das pessoas é diferente, eu sempre soube. Eu só não sabia que a minha desconfiança de eu era um ET fosse se confirmar com tanta certeza, porque, afinal, só pode ser isso.

Longe de pensar que sou a detentora da verdade absoluta e a dona de todo julgamento, ou que posso sair por aí julgando o comportamento alheio. Sem querer me colocar na posição de vítima absoluta de todas as circunstâncias e de mocinha de todos os conflitos da vida, de uma forma bem maniqueista que me é peculiar, conclui, de tudo isso (numa tentativa de ser justa), que desde que nasci até o momento não entendi do que se trata a vida, realmente não sei do que estamos falando, e qual é o assunto em voga. Não sei mais quais são as regras, não sei mais qual é a moral, e nem quais são os costumes. Talvez eu nunca soube, e numa utopia, ou seja, num outro lugar que não esse, eu devo ter achado, um dia, que eu sabia. E a partir disso, cobrava, reivindicava, me chateava, ou ficava feliz e agradecia. Mas me perdi no tempo, só posso pensar isso. Fui burra, e não soube captar a mensagem toda...de tudo, concluo mesmo que eu não sei...e que realmente, tudo foge à minha compreensão.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Eu vivi uma era...

Eu vivi uma era...

Peterson (Peterking)

Eu vivi a era em que ABC era seguido de 1 2 3

De um ratinho que não era mal..

De quando estávamos sempre juntos na música

Eu vivi a era de não parar até ter o bastante

De querer dançar até o dia terminar...

Vivi a era do filho que não era meu...

De cair fora enquanto havia tempo...

Da natureza humana, (que natureza)

Vivi a era que podia ser mau!

Será que Annie está bem?

De olharmos no espelho e perguntar: Pq só ele olhou?

Vivi a era onde não importava ser negro ou branco..

De continuar com a fé...

De lembrar aqueles tempos, (que saudade)

Tempos de curar o mundo...

Estarão eles dentro do armário?

Vivi a era em que a terra chorava o seu canto

Que podíamos gritar...pois eles não importavam com a gente....

Da solidão em meio a chuva

De sorrir apesar de tudo...

Vivi a era onde fantasmas eram ciumentos...

Uma era sem palavras....

Vivi a era da magia..

Onde luvas e meias brancas tinham vida.

Onde sapatos cortavam o ar..desafiando as leis da física!

Onde podia se caminhar na lua!

Vivi a era do mistério...

Da pergunta respondida com um sorriso

Da reposta sem compreensão..

Vivi a era da subversão genuína

De poder brincar com crianças

De sair na rua de pijamas..

De transpor conceitos pré-estabelecidos

Vivi a era da tristeza profunda

De uma alma incompreendida e lúdica

Da dor evidenciada pela arte

Do choro latente e incontrolável de uma alma

Vivi a era da guerra

Que tinha como principal arma bexigas de água...

De estratégias ousadas como esconder atrás da cortina...

Onde vencedores ganhavam doces!

Vivi a era de um menino...

Que voava como Peter Pan!

Que fazia da sua realidade o sonho de todos!

Eu Vivi a era do Menino Rei Michael Jackson!

--------------------------

*Peterson é fã de Michael Jackson, e ex-moderador da Comunidade de fãs MJBeats e, mais tarde, Planeta Beats, já extinto.


Um breve instante

Um breve instante

Peterson (Peterking)

Em um breve instante o mundo se encheu de alegria

Enquanto espalhou-se magia, luz e sorrisos...

Em um breve instante o sol contemplou sua sombra

Enquanto a lua iluminava seu caminho

Em um breve instante o gueto se tornou substrato da arte

Enquanto a sua arte dominava seu próprio gueto

Em um breve instante o tempo se desdobrou em instantes de êxtase

Enquanto o relógio evidenciava seu minuto estático

Em um breve instante foi feito o que precisaria uma eternidade

Enquanto alvorava sua eternidade

Em um breve instante o céu ficou mais iluminado

Enquanto a terra chorava cascatas de dor

Em um breve instante o vento não soprava seus cabelos

Enquanto um sopro divino o alçava até seu descanso

Em um breve instante ficou o vazio

Enquanto a ausência dava espaço ao amor

Em um breve instante se fez único

Enquanto o único se vai distante


Nesse instante você, não é daqui, nem dali é de todo lugar!

Nesse instante não podemos ver, mas sentimos seu estar.

Enquanto estivermos nesse instante

Sua lembrança estará lá, através de um belo instante

Assim através do seu próprio tempo, através de sua espantosa arte...

Seu nome será entoado a cada instante

Por cada suspiro

Por cada lágrima

Por toda alegria

Por toda parte

Por todo o sempre

Ouviremos Michael Jackson!

--------------------------

*Peterson é fã de Michael Jackson, e ex-moderador da Comunidade de fãs MJBeats e, mais tarde, Planeta Beats, já extinto.

Tom Zé e Michael Jackson.

Relativo o falecimento de Michael Jackson, na última quinta-feira (25/06/2009), Tom zé teve o cuidado de criar uma poesia ao ícone pop. Tom Zé divulgou ontem a poesia que fez na quinta-feira quando soube do falecimento de Michael. Que se segue:

"Ó Deus, 50 não é muito pouco?
Jackson já era esquartejado pop
Multiplicado em muitos esqueletos-rock.
Por que juntá-lo numa morte só
Da luz fazendo um monte de pó?"

AMADO MICHAEL
(Tom Zé)

Negro da luz que desbota branco
Tanto talento tormento tanto
Tanta afronta de pouca monta.

Eia! virtudes em farta ceia
Todo encanto que pode o canto
Toda fiança que adoça a dança.

Que deus nos furta vida tão curta?
Mundo lamenta: ele mal cinquenta!
A ninguém ilude essa bruxa rude.
Paroxismo desse Narciso
Que achou desgosto no próprio rosto
E apedrejou-se com faca e foice.

Avança a rua (uma dor que dança)
E em seus telhados mandibulados
Requebra os hinos do dançarino.
Niños, rapazes, se sentem azes
Herdeiros todos e seus parceiros
Revelam parque, porto e favela.

II

Da Grécia três te trouxeram Graças
Arcas repletas de belas artes
Arcas que deram ciúme às Parcas.

Que luz trarias tu, mitologia,
Para um tal desatino de destino
Que o espandongado toma por fado?

Porque o povo grego disse que
Se a hybris o herói consigo quis,
Se condiz ao lado dela ser feliz
Ele mesmo será pão e maldição
Enquanto gera para os olhos de Megera.

***

O audio do início da poesia pode ser ouvido aqui: Tom Zé

Fontes: Yahoo Noticias e Folha Online

sábado, 27 de junho de 2009

" I'll never let you part, for you're always in my heart"



_ "In our darkest hour
In my deepest despair
Will you still care?
Will you be there?"

Nada vai o trazer de volta. Nada. E nunca, nunca vou conseguir dizer adeus.

No final do dia 25/06 eu imaginava tratar-se de uma brincadeira. De uma internação por algo que se resolveria. Tantos alarmes falsos já tinham sido dados outras vezes, pensei: não será a primeira nem a última.

...

Mas era a última, pior: não era alarme falso. Então eu sai do ar, e voltei aos três anos de idade, quando eu o vi pela primeira vez a única coisa que me fez amá-lo pra sempre foi ver que um adulto entendia como era ser criança como eu. Foi sentir pela primeira vez ao olhar pra um adulto que ele não era diferente de mim. Por mais que eu tivesse minhas críticas, por mais que eu soubesse nas qualidades e defeitos, eu o amava.

E amava completamente, com o pacote todo, inclusive com os defeitos. E eu não me refiro aqui a nenhum "escandalo" que a mídia sensacionalista inventa e aumenta sem provas e nem argumentações plausíveis. Me refiro aos defeitos que todo ser humano tem. E o dele, o principal defeito era acreditar. Acreditar que sempre podia mais, acreditar nas pessoas mesmo que elas não dessem motivo algum para isso. Ele era, sim, uma pessoa boa.

Mas mesmo que eu pense as melhores coisas dele, nada vai trazê-lo de volta.

Eu passei as horas que se seguiram da notícia agitada, sem entender, ao mesmo tempo nervosa. Do dia seguinte, me desliguei do mundo, e quando resolvi voltar, estava começando a entender. Agora a ficha caiu, e três horas seguidas de choro e dor, oscilações entre apatia, normalidade, agitação e choro não foram suficientes pra desabafar tudo o que ainda dói. Duas noites em claro sem conseguir comer nada, tbm não foram suficientes pra parar de doer. E eu sei que a vida continua, e que ele pode estar em um lugar melhor...mas e daí? Nada vai trazê-lo de volta, e mesmo sabendo disso, custo a entender, custo a me despedir.

Como muitos tiveram, eu não tive a chance de vê-lo, ou porque era muito nova, ou porque não tinha condições financeiras, ou porque ele não estava fazendo mais turnês... Eu sempre achei que ainda haveria tempo de vê-lo um dia, de ter a chance que muita gente tem de ver quem admira no palco. Mas eu não tive: gone too soon... Uma amiga minha escreveu em seu blog que o Peter Pan nunca envelhece, e por isso ele nos deixou primeiro. Faz sentido...

Mesmo assim, eu continuo me sentido só, e continuo com a certeza de que nada vai trazê-lo de volta. De que eu nunca mais verei aquele sorriso, que de tudo, era o mais bonito.

Tento pensar que ele lutou até o fim, e que até o fim fez o que gostava: música. Até o fim foi amado como queria. E até o fim, pra mim, foi o que me ligou a ele: criança. (Before you judge me,
try hard to love me,look within your heart then ask: Have you seen my childhood?)

Não preciso dizer da genialidade, do talento indiscutível que todo mundo sabe. O que me ligava a ele era bem mais que isso. Era o ser humano que ele era: Bom. Ele fazia as coisas de coração, ele era o que era pelo coração. E pelo coração, que ironia, é que ele se foi. Sem ar, com dor, e no desespero por um fôlego de ar e vida que fosse.

Mas eu prometi, pra mim mesma, que vou lembrá-lo da melhor forma possível, porque como disse uma outra amiga minha: ele fez o melhor que ele pode. Então, quando eu tiver filhos vou passar a melhor lembrança a eles: direi que teve alguém que revolucionou a música, a dança e o meu modo de ver a vida. Alguém que me inspirou a querer música para minha vida e alguém que, até o ultimo suspiro, viveu de música. Morreu se esforçando, treinando, trabalhando exatamente pra fazer música.

Era a música que era o seu escudo. O que fazia com que ele entendesse sua identidade. Era a música a resposta dele pra qualquer crítica. Foi a música a sua vida e a sua morte.

(But never two lovers like music, music and me)

Eu sempre, sempre, vou lembrar com amor. E mesmo ainda sem acreditar, tentarei lembrar, que agora, como alguém falou para minha irmã, você está com Ben, aquele, que no fundo, era você mesmo.

Mesmo que ninguém entenda, mesmo que ache exagero, mas eu sei o tamanho da dor da minha alma, eu sei o que você significava: "Não importa o que dizem sobre você Ben, eu não escuto uma só palavra do que eles dizem. Eles não vêem você como eu vejo, eu gostaria que eles tentassem, tenho certeza de que eles pensariam novamente, se eles tivessem um amigo como o Ben".

..."eu nunca vou deixar você partir, porque você estará sempre eu meu coração". Eu nunca vou poder dizer Adeus. (Never can say goodbye)

_"just call my name, I'll be there..."

Michael Jackson (*1958- 2009 eterno em meu coração)

"Se você entra neste mundo sabendo que é amado e deixa este mundo sabendo o mesmo, então você pode lidar com tudo o que acontece no meio" - Michael Jackson

------------------------------

p.s.: no fundo, foi só um desabafo...